No engenho Laje Bonita não existe entressafra. Fabricamos nossos produtos o ano inteiro. Durante a safra compramos e moemos a cana-de-açúcar das circunvizinhanças. Na entressafra moemos a nossa própria cana que é plantada em um período diferente.
Depois de selecionada, a cana-de-açúcar é colhida e transportada para o engenho de rapadura onde será passada nas moendas gerando o caldo-de-cana e o bagaço.
O
olho da cana (primeiro gomo com parte da folhagem) é
utilizado como ração para o gado e a bandeira
da cana (primeira porção logo após
o olho) é utilizada como semente. O restante
é moído para extração do
caldo.
O bagaço é transportado no bangüê, espalhado no pátio para secar ao sol e servirá de combustível para a fornalha.
O
caldo vai para os tachos onde será fervido até
expulsar toda a cargaça (espuma que vai se formando
na superfície do caldo durante a fervura) e alcançar
uma determinada consistência chamada ponto.
Quando
o Mestre reconhece o ponto, derrama o líquido
fumegante na gamela (grande mesa-recipiente de madeira)
para ser manipulado até se transformar em uma
massa que será enformada em fôrmas de vários
tamanhos e formas diferentes. As fôrmas vão
para o “descanso” por alguns minutos e depois
as deliciosas rapaduras são desenformadas e embaladas.
A cargaça
é armazenada e depois de maturada vai para o
alambique onde será transformada na deliciosa
cachaça Laje Bonita. A destilação
da cachaça gera um sub-produto - o vinhoto -
que é utilizado como adubo para as plantações
de cana-de-açúcar.
Como vemos, da cana-de-açúcar nada se perde, tudo se transforma.